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No Brasil, o início da década de '50 foi marcado por uma forte crise de racionamento de energia elétrica, isso afetou não só as empresas como também os consumidores domésticos.
Assim, a população passou a encontrar dificuldades em utilizar diversos utensílios que requeriam energia elétrica e, um exemplo claro dessa situação, foram os fogões elétricos que não puderam ser usados.
Uma das soluções que surgiram como alternativa em meio a essa crise foi a importação de fogões a querosene, mas em pouco tempo, essa solução revelou não ser a melhor saída.
Os fogões importados não se adequaram ao perfil dos consumidores brasileiros da época, devido a um motivo muito peculiar: costumava-se misturar água ao querosene para se obter um "ganho" no consumo do combustível - o famoso jeitinho brasileiro - porém essa mistura provocava explosões nos fogões.
Diante desse quadro, a DAKO, sempre compromissada em achar as melhores soluções para seus clientes, começou então a produzir um fogão a querosene adaptado ao costume dos consumidores brasileiros chamado de "pinga-pinga".
O novo modelo recebeu esse nome popular devido a sua característica de controlar o fluxo do querosene através de pequenas gotas. Das necessidades surgem as melhores invenções: o que seria considerado uma desvantagem em relação aos produtos importados demonstrou ser a solução.
O resultado dessa nova estratégia na linha de produção foi um sucesso total: a DAKO passou a produzir 100 fogões por dia, o que representou uma demanda muito maior de pedidos e, conseqüentemente, de mão-de-obra. Com isso, a empresa dava excelentes sinais de crescimento.
Em meados dos anos 50, a Petrobrás iniciou a produção do gás de cozinha, também conhecido como GLP (sigla do termo Gás Liquefeito de Petróleo), na refinaria de Cubatão. Começa, então, oficialmente, a Era do Gás nas cozinhas brasileiras.
Com a aposta no sucesso do novo combustível, a DAKO passou a usar toda sua capacidade para a produção dos novos fogões. A partir de 1957, a empresa começou uma produção de 7.500 unidades por mês, que logo atingiram a marca de 10.000.
Em 1959, a DAKO lançou no marcado o Palace Hotel, modelo que se tornou um verdadeiro marco na história da empresa. Seu grande trunfo era ter no forno duas placas de radiação de calor, o que o tornou conhecido como o melhor forno brasileiro.
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